COMO AS EMOÇÕES PODEM AFETAR SUA PELE E CABELO COM O SURGIMENTO DE DOENÇAS
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Eu (Jousy) estou com um problema sério com meu cabelo. Ele está quebrando demais. Meu cabelo que sempre foi lindo, agora já não é mais. Isso me fez procurar saber o que estava acontecendo e pasmem: tudo emocional. De acordo com a dermatologista Natássia Pizani Mazza, o estresse emocional pode desencadear condições como acne, psoríase e queda de cabelo, refletindo diretamente o impacto das emoções na saúde dermatológica.
O impacto das emoções na saúde física é um tema cada vez mais debatido na medicina, e os efeitos do estresse no corpo vão muito além da mente. No Brasil, estudos indicam que cerca de 70% da população sofre de algum nível de estresse, sendo que 30% apresentam sintomas graves, conforme dados da ISMA-BR (International Stress Management Association). Essas pressões diárias podem afetar não só o bem-estar emocional, mas também se manifestar de maneira visível na pele e no cabelo, desencadeando doenças dermatológicas.
A médica dermatologista Natássia Pizani Mazza, especialista em saúde da pele, alerta que as emoções, principalmente o estresse, podem ter um impacto direto em diversas condições dermatológicas. “A pele é uma verdadeira janela das emoções. Quando estamos sob estresse ou ansiedade, o corpo libera hormônios como o cortisol, que afetam diretamente a pele e o couro cabeludo, desencadeando problemas como acne, dermatite seborreica, psoríase e até queda de cabelo”, explica a médica.
Os dados mostram que as doenças dermatológicas podem estar diretamente associadas ao estresse. Segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aproximadamente 40% dos pacientes que buscam tratamento para doenças de pele relatam ter vivenciado períodos de estresse ou ansiedade antes do surgimento ou agravamento dos sintomas. A Dra. Natássia destaca que, além de problemas de pele como acne e psoríase, o estresse pode acelerar o envelhecimento cutâneo e favorecer o aparecimento de manchas. “O ciclo vicioso entre as emoções e as condições da pele é bastante comum. O estresse gera um desequilíbrio hormonal, que agrava as doenças de pele, e essas condições, por sua vez, aumentam o desconforto emocional do paciente, criando um círculo difícil de romper”, afirma a dermatologista.
Os efeitos do estresse no cabelo são igualmente alarmantes. Dados da SBD apontam que 25% das mulheres brasileiras sofrem de algum tipo de queda capilar, sendo que o eflúvio telógeno, uma condição caracterizada pela queda acentuada de cabelos devido ao estresse, é um dos diagnósticos mais comuns. Dra. Natássia explica que, em situações de tensão emocional prolongada, o corpo desvia recursos que seriam utilizados para a regeneração dos fios para funções mais essenciais, resultando em perda significativa de cabelo. “Muitas vezes, o estresse é o grande vilão oculto por trás da queda capilar. A alopecia areata, uma doença autoimune que provoca a queda de cabelo em áreas localizadas, também pode ser desencadeada por períodos intensos de estresse e ansiedade”, esclarece.
Além das doenças inflamatórias e autoimunes que afetam pele e cabelo, como a psoríase e o vitiligo, o estresse pode agravar essas condições. “Pacientes com predisposição genética a essas doenças têm seus sintomas desencadeados ou exacerbados pelo estresse. Em momentos de maior ansiedade, o sistema imunológico sofre alterações, o que pode levar ao desenvolvimento ou piora de doenças autoimunes na pele”, diz a médica
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A chave para evitar o impacto das emoções na pele e no cabelo é o controle do estresse. De acordo com a dermatologista, buscar equilíbrio emocional é fundamental para a saúde dermatológica. “O tratamento de doenças dermatológicas relacionadas ao estresse deve ser feito de forma integrada, combinando cuidados com a pele e o cabelo, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, apoio psicológico. Tratamentos como meditação, prática de exercícios físicos e terapia cognitivo-comportamental podem ser aliados no combate ao estresse”, recomenda a especialista.
Mazza também ressalta a importância de não subestimar as manifestações físicas do estresse. “Muitas vezes, o paciente não associa suas emoções à condição da pele ou do cabelo. É importante que ele compreenda que a saúde emocional reflete diretamente na saúde física e que buscar tratamento cedo pode evitar complicações maiores no futuro”, conclui.
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