OPMED 2025 confirma retomada histórica e projeta futuro da saúde suplementar

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Com mais de 800 participantes, 30 horas de programação e debates liderados por Drauzio Varella, Gil Giardelli e Fernando Schüler, entre outros nomes de referência do setor, congresso consolida Ribeirão Preto como polo nacional de conhecimento em OPME, gestão e inovação em saúde
Ribeirão Preto (SP), 5 de dezembro de 2015 – O OPMED 2025 – Congresso Nacional de Órteses, Próteses, Materiais Especiais e Medicina Especializada encerrou sua 6ª edição consolidado como um dos mais relevantes fóruns de qualificação técnica, integração institucional e debate estratégico da saúde suplementar no país.

Realizado de 27 a 29 de novembro, no Multiplan Hall – Centro de Eventos do RibeirãoShopping, em Ribeirão Preto (SP), o congresso reuniu mais de 800 participantes, promoveu cerca de 30 horas de programação e contou com 20 conferencistas que abordaram temas decisivos para o futuro das órteses, próteses, materiais especiais e da gestão em saúde. Ao longo dos três dias, especialistas, gestores, médicos, auditores, reguladores e representantes do Sistema Unimed refletiram sobre prevenção a fraudes, governança, sustentabilidade, regulação, inovação tecnológica, atenção primária e tendências econômicas, compondo um panorama amplo e atual da saúde suplementar brasileira.

A solenidade de abertura reuniu lideranças nacionais da Unimed e apresentou aos congressistas uma edição marcada por conteúdo técnico, integração institucional e debates estratégicos para o setor. Em resumo, o primeiro dia foi dedicado a temas ligados à auditoria, procedimentos de alta complexidade e incorporação tecnológica. A programação trouxe debates sobre auditoria em OPME não regulamentado, tratamentos neurovasculares e endovasculares, evolução do TAVI no tratamento da estenose aórtica grave, medicina esportiva de alta performance, cirurgia endoscópica de coluna, neurocirurgia de ponta e cirurgia robótica, mostrando como a tecnologia vem transformando o cuidado e ao mesmo tempo pressionando custos e exigindo novos modelos de avaliação.

Encerrando o primeiro dia, o economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, apresentou a palestra “Economia com visão. Saúde com futuro”, trazendo uma leitura clara sobre o cenário político e econômico atual. Ele destacou que o ambiente político recente tem estimulado políticas de curto prazo com impacto fiscal relevante, enquanto o país atravessa um período de desaceleração moderada, influenciado principalmente pelos juros elevados. Ao abordar o cenário global, comentou os desafios estruturais da economia chinesa e reforçou seu papel estratégico para o agronegócio brasileiro.

Para o Brasil, projetou crescimento positivo, porém moderado, sustentado pelo bom desempenho do agronegócio, pela massa salarial em alta e por um mercado de trabalho ainda aquecido. A inflação em queda, segundo ele, aliada à possível redução gradual das taxas de juros ao longo de 2026, tende a favorecer investimentos e aliviar custos operacionais, inclusive no setor de saúde suplementar. Em sua conclusão, Loyola fez um balanço realista do momento econômico nacional: “A economia brasileira deve continuar crescendo, mesmo que em ritmo mais moderado. A inflação está em queda e abre espaço para o início de um ciclo de redução dos juros. É um cenário que exige cautela, mas também oferece oportunidades para quem acompanha de perto os movimentos macroeconômicos.”

Sustentabilidade do sistema sob a ótica jurídica e tecnológica
O segundo dia do evento consolidou o debate sobre sustentabilidade do sistema de saúde, reunindo especialistas para discutir fraudes, governança, regulação e o papel crescente da tecnologia. As apresentações mostraram que o enfrentamento às irregularidades exige ação conjunta – da prevenção ao rigor jurídico – e que a inteligência artificial já se tornou uma aliada central no apoio às decisões técnicas.

A programação destacou ainda os desafios da regulação e da segurança de dados, com análises sobre as novas normativas do CFM e da ANS, e reflexões sobre os limites éticos e legais da atuação médica. O encerramento ficou por conta do médico oncologista Drauzio Varella, que chamou atenção para o aumento dos custos assistenciais, o envelhecimento populacional e o uso excessivo de exames, reforçando a necessidade de reorganizar o modelo de saúde e fortalecer a Atenção Primária. O saldo do dia foi marcado pela convergência entre técnica, gestão e inovação, com foco em práticas mais seguras, eficientes e sustentáveis para o futuro do setor.

Tecnologia, política e o futuro da saúde
O último dia do OPMED ampliou o debate sobre o futuro da saúde ao conectar inovação, política e ética em um cenário de rápidas transformações. Gil Giardelli apresentou uma visão de futuro marcada pelo avanço exponencial da inteligência artificial e das tecnologias digitais, ressaltando que a verdadeira revolução só fará sentido se fortalecer o cuidado humano. “A tecnologia só fará sentido se ampliar nossa capacidade de cuidar uns dos outros”, afirmou.

Na sequência, o cientista político Fernando Schüler trouxe uma análise sobre como instabilidade política, polarização e falta de previsibilidade regulatória impactam diretamente a gestão da saúde e a formulação de políticas de longo prazo. Ao destacar a importância da segurança jurídica e da estabilidade institucional, reforçou que nenhum sistema – público ou privado – se sustenta sem regras claras e gestão responsável.

OPMED consolida relevância e amplia alcance nacional
Ao final dos três dias, o OPMED fortaleceu seu propósito de integrar ciência, gestão, inovação e prática assistencial, estimulando reflexões sobre custos, evidências clínicas, auditoria, sustentabilidade e políticas públicas — temas essenciais para um setor que movimenta mais de R$ 20 bilhões no Brasil.

A direção da Unimed Nordeste Paulista destacou o impacto institucional do evento e sua importância como instrumento de qualificação do sistema. Para Paulo Geraldo Silva Cruz Filho, vice-presidente da Unimed Nordeste Paulista, “o OPMED superou todas as expectativas. Depois dos anos sem eventos por causa da pandemia, retomamos com força: mais de 800 inscritos, 35 expositores e representantes de 132 Unimeds de todo o Brasil. Tivemos participação técnica, institucional e jurídica, além da presença da Sociedade Brasileira de Auditoria Médica.

Foi um sucesso em todos os aspectos.” O diretor administrativo Caio Augusto Simões reforçou o papel integrador e formativo do congresso: “O OPMED reúne toda a cadeia envolvida em OPME – da indústria ao médico e ao paciente – e isso gera um aprendizado que serve para todo o Sistema Unimed. A medicina evolui rápido, especialmente nas técnicas e tecnologias, e discutir esses temas melhora o conhecimento e a qualidade da assistência para os nossos beneficiários.”

Para o presidente da Unimed Nordeste Paulista, Eduardo Augusto de Lima Portioli, a edição confirma a relevância do congresso para o Sistema Unimed. “Esta edição, que comprovou ter sido a decisão certa: mais de 132 Unimeds representadas. Este é um congresso técnico, pensado para trazer informação aplicável no dia a dia. E já estamos trabalhando para a edição de 2026.” Para o diretor financeiro Marcelo Uthida Tukiyama o impacto prático nos debates foram destaques importantes na projeção desta edição. “A retomada do OPMED superou nossas expectativas.

As palestras, a troca de experiências e a interação entre as equipes trouxeram reflexões importantes para levarmos às nossas singulares e federações. Já estamos planejando 2026 – essa edição nos deu ainda mais motivação para seguir investindo em iniciativas que fortalecem o Sistema Unimed.”

O diretor de desenvolvimento, Daniel Martiniano Haber, ressaltou o caráter nacional da programação. “O OPMED 2025 se consolida como um evento de referência na saúde suplementar, não só em São Paulo, mas para diversas Unimeds de fora da região. Em um cenário de excesso de informação, este congresso cumpre seu papel de oferecer conteúdo qualificado, com especialistas que realmente dominam o que apresentam.”

Com o encerramento da 6ª edição, o OPMED comprova seu papel como espaço de construção coletiva e técnico-científica, reunindo diferentes olhares sobre a saúde suplementar para fortalecer práticas, aperfeiçoar modelos assistenciais e promover inovação com responsabilidade. A organização já trabalha na edição de 2026, estimulada pelos resultados desta retomada e pelo engajamento demonstrado pelos participantes de todo o país.

Sobre o OPMED
O OPMED reúne médicos, gestores, fornecedores, operadoras de saúde e estudantes interessados em atualização técnica e integração entre ciência, tecnologia e gestão em saúde. Desde sua criação, o congresso já movimentou mais de R$ 3 milhões em investimentos, com mais de 150 palestrantes e 85 patrocinadores.

Nas cinco edições anteriores, o evento recebeu mais de 3 mil participantes de todo o país, incluindo 95% das Unimeds brasileiras, consolidando-se como um dos mais relevantes fóruns de debate sobre inovação e boas práticas na saúde suplementar. Em 2019, a última edição presencial movimentou mais de 20 mil itens de OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais), em um setor que ultrapassou R$ 12 bilhões em volume financeiro no Brasil.

 

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