Envelhecimento vai além dos cabelos brancos e rugas: neurocientista alerta para declínio cerebral silencioso

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Especialista da BrainEstar explica como exercícios, alimentação e sono de qualidade protegem a saúde do cérebro

Quando o assunto é envelhecimento, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas é de cabelos brancos, rugas e flacidez da pele. No entanto, há um processo de envelhecimento que avança silenciosamente, sem deixar marcas visíveis no espelho: o declínio cerebral. E, ao contrário do que muitos pensam, esse processo não depende apenas da genética – hábitos cotidianos podem acelerar ou retardar significativamente o envelhecimento do cérebro.

“As pessoas gastam fortunas em cremes antirrugas e procedimentos estéticos, mas negligenciam completamente a saúde cerebral. O envelhecimento do cérebro não é visível até que problemas de memória, concentração e humor já estejam instalados. Por isso, a prevenção por meio de hábitos saudáveis é fundamental”, afirma a neurocientista Emily Pires, da BrainEstar.

Os vilões silenciosos
Entre os principais aceleradores do envelhecimento cerebral estão a alimentação ultraprocessada, a privação crônica de sono, o sedentarismo e o isolamento social.

Dados da Associação Brasileira do Sono revelam um cenário preocupante: 73 milhões de brasileiros (46% da população) enfrentam problemas de sono, dormindo em média apenas 6,4 horas por noite – abaixo das 7 a 9 horas recomendadas.

Durante o sono profundo, o cérebro elimina toxinas acumuladas ao longo do dia. “A privação crônica prejudica esse processo e favorece o acúmulo de proteínas ligadas à demência”, explica Emily Pires.

Os três pilares da proteção cerebral

Segundo a neurocientista, três hábitos fundamentais atuam diretamente na prevenção do envelhecimento cerebral precoce:

Atividade física regular: O exercício aumenta a oxigenação cerebral, estimula a formação de novas conexões neurais e reduz inflamações no cérebro.

Alimentação equilibrada: Dietas ricas em vegetais, frutas e ômega-3 protegem o cérebro, enquanto alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas aceleram seu envelhecimento.
Sono de qualidade: O descanso adequado permite que o cérebro execute seu processo natural de limpeza, eliminando substâncias tóxicas acumuladas durante o dia.

Outros fatores de risco

A especialista também destaca que problemas não tratados de visão e audição representam um risco frequentemente ignorado. “Quando esses sentidos não funcionam adequadamente, o cérebro precisa fazer um esforço extra para interpretar informações do ambiente, causando sobrecarga cognitiva. Alterações não tratadas de visão ou audição aumentam o esforço mental diário e estão associadas a maior risco de declínio cognitivo e demência”, alerta.

Além disso, o isolamento social reduz estímulos cognitivos e está ligado ao aumento do risco de Alzheimer e depressão.

Sinais de alerta

Fadiga constante, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de sono não reparador e sonolência diurna são alguns dos indicadores de que o cérebro não está recebendo o descanso e os cuidados necessários.

Treinamento cerebral – a ciência a serviço da saúde cognitiva

A estimulação cerebral desempenha papel fundamental no desenvolvimento e manutenção das funções cognitivas. Na BrainEstar, centro especializado em mapeamento e treinamento cerebral, cada etapa do processo é conduzida com atenção, análise técnica e acompanhamento profissional.

“Dos bastidores à experiência final, o cuidado é pensado para compreender o funcionamento cerebral e orientar um treinamento personalizado, sempre baseado em ciência e tecnologia”, explica Emily Pires.

Atividades que desafiam e exercitam o cérebro ajudam a fortalecer conexões neurais e promover a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se adaptar e se modificar ao longo da vida.

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