Mercado de acabamentos aposta em soluções que promovem bem-estar para 2026
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Andrea Del Lama, diretora da Del Lama Acabamentos, fala sobre procura por conforto e o design de peças deixa de ser apenas estético para este ano
A chegada de 2026 marca um novo capítulo para o mercado de acabamentos e design de interiores. As tendências apontam para um movimento consistente de valorização do bem-estar, da funcionalidade e da relação emocional das pessoas com os espaços que habitam. O foco deixa de ser apenas estético e passa a considerar sensações, experiências e durabilidade.
Segundo comerciantes do setor, uma das principais apostas para o próximo ano está nos revestimentos que resgatam a conexão com a natureza. Materiais que reproduzem madeira em tons claros, pedras naturais e superfícies com aparência mineral ganham força por transmitirem acolhimento e equilíbrio visual.
As texturas também assumem um papel central nos projetos. Acabamentos com relevo, naturais e superfícies que estimulam o toque passam a ser protagonistas, substituindo ambientes excessivamente lisos.
“Hoje, o cliente chega mais informado e com um olhar muito mais atento à forma como o espaço vai ser vivido. As escolhas não são apenas visuais, elas envolvem conforto, praticidade e identificação com o ambiente”, afirma Andrea Del Lama, diretora da Del Lama Acabamentos.
O que é neuroestética?
Segundo a neuroestética, área que conecta arte, ciência e design, os estímulos visuais e táteis de um ambiente influenciam diretamente em nossas emoções e percepções cotidianas. Quando bem aplicado em projetos de arquitetura e interiores, esses elementos podem favorecer sensações de acolhimento, equilíbrio e bem-estar.
O conceito foi introduzido no final da década de 1990 pelo neurocientista Semir Zeki, professor da University College London. Seus estudos iniciais buscavam compreender como o cérebro reage às artes visuais e, com o tempo, o campo foi ampliado para incluir estímulos de diferentes naturezas, entre eles os que surgem em ambientes arquitetônicos.
Cor do ano
No campo das cores, o Instituto Pantone anunciou a cor Cloud Dancer como a cor de 2026. Fundada em 1963, a Pantone é conhecida por seus sistemas padronizados que organizam e codificam tonalidades, seu principal serviço, mas também atua com consultorias de cor e na criação de tendências que influenciam moda, design e comunicação visual.
O tom Cloud Dancer, descrito como um off-white suave e equilibrado, surge como resposta a um mundo visualmente saturado, oferecendo uma base serena e atemporal para diferentes estilos de projeto.
A cor transita com facilidade entre o minimalismo contemporâneo e propostas mais orgânicas, funcionando como pano de fundo para materiais naturais, texturas e volumes.
“Cloud Dancer traz uma leveza e uma neutralidade que permitem harmonizar diferentes elementos em um projeto, desde materiais naturais e texturas até volumes mais modernos. É uma cor que transmite serenidade e equilíbrio, sem deixar de ser versátil, funcionando tanto em ambientes minimalistas quanto em espaços mais orgânicos”, finaliza Andrea.
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